Oh meu Deus, qual é a minha religião?

Ontem um amigo lançou-me um desafio: “Se queres incendiar aquilo (blog) falas de política ou religião! São temas delicados.” Desde o início deste espaço que disse que aqui não se falaria de política, politiquices talvez, política não!

– Uau! Como adivinhaste? Vou mesmo falar de religião (à minha maneira).

O que é pertencer a uma religião? O que é ser devoto? Mas quem é verdadeiramente praticante não é extremista? Num Mundo moderno como nos podemos guiar por “leis” que não se alteram ao longo dos séculos? Não estou a dizer asneiras, pois não? A Constituição é alterada com a evolução dos tempos mas a Bíblia mantém-se intacta, certo? O que representa o Padre? Porque não se pode casar? Se vivemos em tempos de crise, tendo que poupar em tudo, porquê que seremos olhados de lado se formos á missa e não pusermos moeda na cestinha? Se a religião católica não é extremista como pode estar contra o uso do preservativo? Eu percebo que se deve procriar, mas as DST’s também não são uma realidade? Ou um católico puro, como deve ser, só se pode envolver com uma rapariga que pertence á mesma religião, para ter certeza da sua pureza? (ou vice-versa, naturalmente!)

Ah, esqueci-me de dizer: sou católico! Sou católico de tradição, os meus pais baptizaram-me, fiz a primeira comunhão e sou padrinho de um puto brutal.

– Pessoal, isto faz de mim católico? Eu nunca vou á missa, nem me confesso ou sequer rezo o terço!

– Faz, faz! És católico, só não és praticante!

– Então espera! Eu joguei Basket na formação, sem surpresa não fiz carreira, por isso agora posso considerar-me jogador de Basket não praticante?

– Ooohhh, lá estás tu com as tuas parvoíces!

Eu até posso ser parvo com estas coisas, mas sinto-me no direito de levantar estas questões! Para mim, dizer que pertencemos a algo, quando na verdade não nos guiamos diariamente por esse algo, não faz muito sentido!

Vozes ao fundo

– Ah? Desculpa não percebi.

E repetem.

– Ah! Não, não sou Ateu!

Não me considero católico, mas também não sou ateu. Sou o que a grande maioria é mas não assume! Eu propunha a criação de uma religião que chamar-se-ia… COMODISMO!

É cómodo festejar o Natal, mesmo já não sendo a festa do nascimento do Menino Jesus, sempre foram cómodas as férias da Pascoa e as sextas-feiras santas, mesmo não sabendo que é o renascimento do menino Jesus. Sempre foi cómodo usar um: “Valha-me Deus!”, Invocando-o apenas para criticar um terceiro, aglomerando grandeza.

Sabem o que sempre foi mais cómodo para mim? (Agora respondo sem qualquer ironia) Foi a necessidade de acreditar em algo, não propriamente na vida depois da morte, mesmo tendo uma existência muito curta, mas sim quando chegamos ao fim da linha. “Estou no fundo do poço! Ajuda-me!”. Eu não sei se estive mesmo lá, mas sei que em momentos de desespero invoco a algo. Não na esperança de fechar os olhos e abri-los com tudo resolvido, apenas á espera de um click. Algo que me faça voltar a mexer. Isto é comodismo, é sentir que naquele momento eu preciso de algo superior para me voltar a fazer mexer.

Sinceramente, eu acho muito positivo que as pessoas tenham fé e crenças. Elas (as crenças) não resolvem nada, mas acredito que possam ser uma chama interna para nos levar a resolver algo. Eu gosto de ter fé e crenças, não gosto é que isso só possa existir com rótulos. Por isso propus a criação da doutrina do Comodismo, ela vive adormecida, como comodista que é, mas quando é  obrigada (no desespero), ela vem ao de cima para nos apoiar. Não a resolver o que quer que seja, mas a dar-nos a comodidade de acreditar em algo maior. Isso fará com que nos voltemos mexer e aí seremos novamente nós a elevarmo-nos ao topo.

Gostaria de esclarecer uma coisa, eu não critiquei qualquer religião. O parágrafo das questões, são dúvidas sinceras… e perguntar não ofende! Critiquei as pessoas, nas quais me inclui linha após linha. Faço ainda um apelo, tripartido:

1 -Parem com os rótulos que só usam para acusar outros. “Que Deus te perdoe!”

2 -Parem de os usar (rótulos) para serem bem aceites. “Sim, sou católico, claro! Só não sou praticante!” (não vou repetir as minhas teorias quanto ao praticante)

3 – Por fim, mas não menos importante… Tenham fé! Não sei se em Deus, se no Budha, mas tenham fé porque ela ajuda-nos nas horas que precisamos voltar a movimentar o Mundo. Acreditar mexe no nosso interior, dá-lhe força para nós, só nós, resolvermos o que temos em mãos.

PS – Uma curiosidade, escrevi ‘invocando-o’ e o Word automaticamente me sugeriu que o escrevesse com maiúscula!
Aproveito também para me desculpar pelo exagero de tamanho deste texto.

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9 thoughts on “Oh meu Deus, qual é a minha religião?

  1. hmmm por onde começar?!

    bem em primeiro lugar, e a título de curiosidade respondo.te à questão do porquê dos padres não se poderem casar; é uma exigência da igreja católica cristã (não da religião) porque consideram que alguém intimamente ligado à igreja não terá tempo suficiente para satisfazer todas as necessidades familiares, o que muito provavelmente levaria a problemas familiares, divórcio, etc…e ainda há mais, temos os 7sacramentos certo?! pela igreja quando te casas (Matrimonio) fazes um sacramento não só com o parceiro(a) como com Deus, o mesmo acontece na Ordem, fazes um sacramento com Deus e como vais servi-lo, assim sendo se tivesses os 2 era como se casasses simultaneamente com 2 pessoas (acho que me fiz entender), coisas de igreja…

    em segundo, tenho que dar a minha opinião, obviamente! essa parte do católico não praticante de facto parece um pouco ridícula, mas lá está, define um estado de comodismo como disseste, e se fossemos a “contar” apenas com os praticantes a igreja católica não iria ter a importância que tem hoje… acho que todos os não praticantes acreditam em algo que chamam Deus e regem.se, grande parte das vezes, pelos valores incutidos na religião (amar o próximo, não roubar, …); o que sinceramente penso ser bom para uma sociedade estável!
    quanto a mim mesmo não sei bem em que ponto me encontro…era bastante praticante até à pouco tempo, até que um dia parei para pensar no porquê de ir à missa quase todos os domingos, e percebi que o único motivo era agradar os meus familiares…como tal deixei de o fazer, somos todos grandinhos!agora vou quando sinto necessidade! e agora perguntas-me e acreditas em Deus?! sim!, se calhar não da forma padronizada que a religião incute, mas acredito que há algo que coordena o universo, que nos une a todos de uma forma subtil, que fez à milhões de anos algo chamado big bang! se é uma pessoa?!não certamente!é uma energia, algo que nos transcende o pensamento!mas é algo que despoletou o início do universo e lhe deu regras e fórmulas (matemáticas, físicas, …) para que ele se desenvolvesse sozinho! esta é a minha visão de Deus! quanto à religião, bem…isso é algo diferente!sem dúvida que do que conheço e me foi ensinado, a católica é a que encaixa melhor na minha visão de valores, de ideais,… mas penso que todas elas (religiões) têm algo positivo a dizer! quanto às suas condutas e os seus rituais, bem não devo comentar, cada um é como cada qual, é feito por pessoas, tem falhas, e como tal vai haver sempre rígidos seguidores e pessoas que percebem o ponto de vista mas não concordam!

    gosto destes “debates”, fazer-nos pensar é sempre bom! =) ahh e concordo a 101% que a fé em algo “move montanhas” e nos ajuda a evoluir (sendo sempre o resultado final fruto unicamente do nosso trabalho)!

    peço imensa desculpa pelo tamanho do comentário, entusiasmei.me! =$

    • Primeiro, um agradecimento, sincero, pela elucidação. Não fazia a mais pequena ideia do motivo. Continuo a achar que não faz muito sentido, porque se não qualquer pessoa com emprego não poderia ser casada! Pronto, o que interessa é que fiquei elucidado!

      Segundo, neste ponto (que coincide também com o teu segundo) existe algo que disseste que não concordo de forma nenhuma. Vou citar: “regem.se, grande parte das vezes, pelos valores incutidos na religião (amar o próximo, não roubar, …); o que sinceramente penso ser bom para uma sociedade estável!” É muito perigoso de dizeres isto e eu estou em desacordo completo contigo… Desta forma todos os ladrões, assassinos, burlões, etc, são ateus ou de outras religiões? Eles não se regem por esses valores da mesma religião!! Como explicas isso?

      Já tive hipótese de ler o comentário do João Tiago e ele pegou num ponto que eu iria pegar também. Dizes de forma fundamentada que são os que mais que identificas? Estás completamente por dentro dos valores de outras religiões?

      Tanto no segundo como terceiro ponto do meu comentário eu falo com a certeza que o que tu referes como valores católicos se tratam de normas sociais e regras de educação (principalmente o não roubar!!). Porque aos meus olhos os valores religiosos são de privação! Como o próprio esclarecimento que me deste demonstrou!

      Não sendo conhecedor profundo dos valores religiosos, não me alongo mais!

      Obrigado pela partilha de ideias 🙂

      • já respondi entretanto ao joão…
        bem acho que não me fiz entender…em primeiro sim, também não sou de acordo que não se casem é como tu dizes e quem tem um trabalho?não dá no mesmo?!

        segundo, foi isso que fiz transparecer?! nada a ver…!só acho que a religião (mas basicamente todas, ou todas as que tenho conhecimento…!) incute bons valores quando bem ensinada!muito do que é dito no bíblia, alcorão, etc são regras e valores para uma sociedade estável e benéfica, agora toda a gente interpreta as palavras de forma pessoal, e por isso vemos extremismos nada benéficos para uma sociedade…!nada mais…é obvio que existem de certeza muitos ladrões, assassinos e burlões que se dizem extremamente católicos (ou de outra religião) e até o podem ser! isso só demonstra que qualquer ensinamento não é exacto! é como ensinarem-te a tabuada e tu resolveres por ti próprio que não a vais usar, ou em momentos de desespero nem te lembras dela…!(isto de escrever o que se pensa é complicado e muitas vezes mal interpretado….)

        o terceiro ponto acho que esclareci quase na totalidade no comentário ao joão…quanto à privação, penso que em termos materiais, fala sobretudo de te privares de regalias materiais para ajudares os mais necessitados, não é real, mas é bonito pensar dessa forma… redistribuir a riqueza por toda a gente..! quanto a privação em termos pessoais, como é o caso do sexo, nunca ninguém me conseguiu demonstrar que na bíblia isso tivesse escrito…o sexo é algo fisiológico e de natureza sobretudo animal!seja para reprodução, seja por prazer…muitos animais não “acasalam” só na altura do cio…vê um cão por exemplo, está sempre pronto para tentar, nem que seja na perna de alguém…!

        …bem aos teus olhos parece que sou quase radicalista cristão…!espero não passar essa imagem! não o sou de todo, sem sou de todo um grande conhecedor de religião, sou uma pessoa interessada e com pontos de vista próprios!

  2. Antes de mais, boa noite Ricardo e peço desculpa pelo atraso no comentário já prometido.

    Visto que é o meu primeiro comentário no teu espaço, quero felicitar-te pela iniciativa corajosa, de diariamente redigires sobre um determinado tema, transpondo a tua opinião pessoal e algumas explicações que por vezes elucidam os seguidores deste blog.

    Quanto ao tema de hoje, é de facto delicado. Eu pessoalmente não tenho formação absolutamente nenhuma neste tipo de matéria, a não ser apanhar as deixas das conversas de amigos, pivôs de telejornal e até letras gordas dos jornais. Desta forma, tudo ou quase tudo que me digam sobre este tema para mim é novidade.
    Com isto, quero já dizer que peço as minhas desculpas antecipadas, se ofender alguém com alguma coisa que escreva, porque estou a falar de um assunto que não sei mesmo nada.

    Quando era mais novo, não compreendia porque toda a gente do meu grupo de amigos fazia as comunhões todas, ia continuamente à missa, e ainda menos percebia aqueles que diziam que iam e afinal não iam, já para não falar em pecados e por aí…
    Aqui há uns anos questionei um amigo meu sobre isso. Muito directo, perguntei se ele gostava de ir à missa, questionei o facto de ele ir à missa umas vezes, outras não ir, outras até assumia que não lhe apetecia e outras gostava mesmo de ir. Ao qual ele me respondeu o seguinte (lembro-me perfeitamente):

    “Eu gosto de ir à missa! Vou à missa porque me sinto bem.”

    Comecei a matutar nessa resposta… Mas então religião é uma coisa que tem que se seguir a doutrina, ou é uma coisa de satisfação pessoal? O que é certo é que a partir desse momento comecei a encarar a religião de uma forma mais livre e acabei por me interessar pela história que envolve a religião (não, não sabia mesmo nada).

    Não me considero católico nem praticante nem não praticante, porque apenas sou baptizado, não tenho nem sequer a primeira comunhão e nunca “comi” (não sei como se diz) uma hóstia.

    O que é certo é que digo “pelo amor de deus”, “valha-me deus” e mais de não sei quantas vezes “deus me ajude” ou “deus me livre”. De vez em quando sabe-me bem ir à missa, mesmo não ouvindo nada do que é dito lá, até porque nem sei fazer os gestos de algumas orações. No entanto, por incrível que pareça, dou valor às cerimónias fúnebres, promessas e até já cheguei a por velinhas para ver se passava em exames..

    O porquê?!? Não sei mesmo…

    Queria dirigir uma pergunta ao Rui, que tem a ver com o facto de ele ter dito “sem dúvida que do que conheço e me foi ensinado, a católica é a que encaixa melhor na minha visão de valores, de ideais “.. Será que os valores das outras religiões te foram explicadas e incutidas da mesma forma que te foram incutidos os valores da religião católica? É que se não foram, a tua resposta não estará a ser sectária? Como podes tu dizer que te identificas mais com uma determinada religião sem conhecer as outras?

    Atenção, como já disse, eu percebo pouco ou nada de religiões, peço as minhas mais sinceras desculpas se ferir alguém com algum tipo de ideias/dúvidas que me surjam, porque realmente não sei mesmo nada sobre esta matéria. São dúvidas mesmo inócuas!

    Entretanto outra coisa Rui, pelo que pude captar por aí, não mistures Big Bang com religião, porque acho que não dá muito bom resultado!

    Para acabar ia dirigir-me de novo ao Ricardo, deixo a dica: primeiro, o ovo ou a galinha?

    Um abraço, continua!

    • Não há qualquer problema da Hora. Aqui na Tempestadideias não existe horários 🙂

      Fico muito contente de, finalmente, te ver por aqui! És alguém informado, serás sempre uma mais valia para este espaço.

      Fazendo um comentário de resposta diagonal (tentando falar de tudo), eu diria que se me tivesses perguntado o que perguntaste ao teu amigo eu te diria: Porque tem que ser. Isso diz muito, não da minha descrença, mas da minha falta de interesse. Sinto-me um pouco no mesmo ponto que tu no que toca a religião.

      Quando dizes que fazes aquelas “prezes” eu ainda me identifico mais contigo. Tu apenas personificas em Deus a tua fé em algo, fé essa que não é mais que a procura de algo superior quando te sentes sem forças. O chamado “milagre”! Eu sinto essa necessidade, mesmo sabendo que sou eu que tenho que resolver as coisas, em determinados momentos preciso apenas de uma luz da minha cabeça para o corpo. Encontro essa luz na “criação de uma força superior”. No fundo isto não são mais que jogos internos, que nos momentos de desespero nos levam à “main stream” que é a religião católica. Personificando-se em Deus.

      Termino a avisar-te que o teu desafio foi aceite e publicado hoje 🙂

      Abraço e espero continuar a ‘ver-te’ por aqui!

  3. amigo joão, não tem assim muito tempo que me interessei em saber mais sobre outras religiões; se me foram explicadas intensivamente e incutidas da mesma fora que a católica?! não, mas penso que comentei, de forma talvez não tão explícita, isso mesmo. no entanto pelo que tentei conhecer de outras religiões é de facto na crença de apenas 1 entidade, na crença de valores de ajuda e partilha pelos outros que me identifico! como referi não de rituais, eles foram criados por pessoas, e como tal há muitos que “aponto o dedo” porque não se inserem na sociedade de hoje, mas consigo perceber o seu enquadramento histórico, outros que não concordo de todo, mesmo em contexto histórico, como foi o caso das cruzadas e o facto do vaticano ser um dos países mais ricos do mundo, mas há outros que fazem todo sentido no que é o culto de algo superior! mas lá está, são tudo pontos de vista, como qualquer comunidade, que é constituída por seres individuais!
    respondendo ainda ao mesmo, há outras religiões que cativam o meu interesse pela forma como abordam as coisas, o budismo e hinduísmo, por exemplo, são religiões “bonitas” e que têm muito para oferecer!sei tirar pontos positivos daquilo que aprendo, e acredita que a filosofia deles (são religiões similares) é algo que se toda a gente tivesse presente, o mundo ia ser muito mais pacífico! espero ter-me feito entender =)

    quanto à teoria do big bang, cada um acredita no que quer…eu acredito que o universo foi criado dessa forma, sou um rapaz que estou ciência durante uns bons anos e astronomia sempre me fascinou, fazendo mesmo parte no ensino básico de um grupo de astronomia; mas acreditando nisso não quer dizer que coloque de parte uma religião..!nem que o seu início seja comum…ou achas que um católico dos tempos de hoje acredita em adão e eva?! isso, como muita coisa na bíblia é uma parábola (história) que tenta explicar o início dos tempos e o início do pecado…dá para esmiuçares muito a história, há quem tenha feito estudos sobre isso mesmo e chegou à conclusão que, segundo formas matemáticas, bate certo os dias com os milhões de anos passados entre a criação do planeta terra até chegar aos humanos, bem mas isso não sou ninguém para explicar; e o início dos pecados pela cobra e eva e não sei quê…bem joão, a história foi escrita à mais de 3mil anos, era uma maneira de fazer com que as pessoas cumprissem as “ordens de deus” sem as questionar…e o fundo da questão é bom, eva cometeu um pecado e foi condenada à vergonha e redenção..isto ensina a quando cometes um erro deves sentir-te culpado e tentar fazer de tudo para o tentares redimir!

    não sou ninguém para falar de religião, sou apenas alguém que vem de uma família cristã, como já não deve haver muitas por aqui, em que a minha mãe fez o ensino secundário num colégio de freiras e o meu tio/padrinho é padre missionário…sou alguém que ia religiosamente à catequese até fazer o crisma no 12ºano e que mesmo depois disso continuou a frequentar a igreja, agora de uma forma menos assídua pois o ritual e as palavras ditas por quem o administra já não me fazem tanto sentido! mas no entanto sou também alguém curioso sobre o mundo, sou alguém que se interessa por saber mais do que é tipicamente incutido!

    espero que tenha respondido às tuas perguntas, e a título de curiosidade deixo-te o nome de um livro, que é ficção, mas que retrata alguns factos científicos, que me levaram também a procurar mais sobre o assunto: “a fórmula de deus” de josé rodrigues dos santos

    abraço

  4. Zão, começo pelo fim. Não, de todo! Não é dessa forma que te vejo. Apenas as minhas ideologias, que são mais baseadas em realidades que ideologias, se afastam das tuas e ao defendê-las posso, naturalmente, tornar o discurso mais vincado e assertivo e dar-te essa ideia.

    Quanto falas da distribuição de riqueza, eu vejo nisso uma DISTRIBUIÇÃO de TODOS para UM. Como tu no comentário ao João referiste, o Vaticano é o país com mais riqueza por metro quadrado. Como se explica isso? Como podem falar de dividir os bens quando as igrejas e catedrais são autênticas montras de ostentação e talvez as obrais mais imponentes do Mundo?

    Quanto à educação religiosa ela não pode ser exacta quando se baseia no. “Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço!” E a inquisição, o que tens a dizer sobre ela?

    Mais uma vez pode parecer que eu sou um descrente, ou que te estou a acusar de extremismo, mas não! Eu só me sinto no direito de questionar e estando a “discutir” contigo este tema ele acaba por se reflectir dessa forma, quase de acusação. Desculpa!

    No fundo, mesmo no fundo, eu comparo a religião ao comunismo, num ponto… utópicos! Não me cabe na cabeça guiar-me por algo que não posso cumprir. Se Deus se crucificou pelo bem de todos, ele garantidamente é o nosso bem que quer… Assim não me faz sentido que as coisas tenham sido desvirtuadas. Penso que a religião Católica foi desvirtuada com a intenção propositada de se tornar utópica e com isso ser um jogo de interesse para alguns, muitos!

    Peço desculpa, é a minha opinião a quente! Acredito em algo e tenho fé… só não me peçam para me guiar pelo “inguiável”! Por isso não me posso considerar católico, cristão ou o que for. Enquanto for vivo a minha religião serei eu, porque no fim tudo se resume a mim, continuarei apenas a ter momentos de fé para encontrar um caminho. Nesses momentos será a minha cabeça e o coração que me darão o caminho, mas ainda assim estou disposto a acreditar que é algo superior.

    • desculpas aceites, apesar de não serem necessárias, só fiquem com medo de estar a passar uma imagem totalmente errada…!
      não tenho dúvidas nenhumas que essa distribuição é mal feita, eu digo mesmo isso: «“aponto o dedo” porque (…) não concordo de todo, mesmo em contexto histórico, como foi o caso das cruzadas e o facto do vaticano ser um dos países mais ricos do mundo» ou como tu dizes da inquisição! são actos de puro egoísmo e maldade, e nessa igreja eu não acredito! por isso disse já mais que uma vez, acho que os meus ideais encaixam (mas não na perfeição) na religião católica, mas não em grande parte dos seus rituais e na igreja instituição! são coisas diferentes…e por isso achei que perdemos um grande homem quando o papa joão paulo II morreu!, ele estava a tentar mudar um pouco as coisas, com falhas, era humano, mas via-se que ele tinha um pensamento mais aberto que os constituintes da igreja no geral.
      referiste uma cena engraçada, “Se Deus se crucificou pelo bem de todos, ele garantidamente é o nosso bem que quer…” é isso que me ensinaram, sempre!felizmente tive pessoas com 2 dedos de testa durante grande parte do meu percurso de catequese que me ensinaram isso!tudo o resto, as invocações que se não fizermos isto ou aquilo deus castiga e não sei quê, foram-me demonstrados com enquadramento histórico, como interpretações divergentes, e por aí! não sei se tens essa ideia, mas há (não quero cair em erro, mas…) 4 evangelhos na bíblia (publicados) e todos eles contam exactamente as mesmas coisas mas de pontos de vista diferentes, pois são 4 apóstolos diferentes a escrever, o que mostra que é um livro feito por pessoas, como tal tem sempre incutido pontos de vista e opiniões pessoais!
      digo abertamente que acredito em deus e na filosofia da religião criada em seu torno, mas se me perguntares se acreditas na igreja bem, essa questão fica no ar, pois há coisas que concordo, mas outras que abomino, mas penso que é bom haver sempre questões a fazermos! =)

      • Concordo com uma admiração tua: João Paulo II. Não pelo simbolismo da posição que ele desempenhava, mas sim pela pessoa que era. Um homem predestinado a guiar massas, um aglutinador, potenciava a união e era quase, quase consensual. Uma pessoa que admiro muito, sem dúvida! Naturalmente, guiava-se pelos seus ideais mas tinha a abertura de espírito, pouco comum no Clero, de absorver ensinamentos e ideologias ao seu redor para de seguida criar opiniões e medidas quase consensuais, como atrás referi. Merece a minha vénia, não como Papa, mas sim como pessoa!

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