Amar aos olhos de um louco!

Eu amo viver!

Eu não gosto de sofrer mas amo o sofrimento. Eu não gosto de estar na incerteza mas amo a incerteza. Eu não gosto de estar inseguro mas amo a insegurança. Eu não gosto de estar triste mas amo a tristeza. Eu não gosto de fazer o que me aborrece mas amo o aborrecimento. Eu não gosto de pessoas falsas mas amo falsidade… não gosto, não gosto e não gosto… amo, amo e amo!

– Ricardo, Ricardo… como tu andas!

– Já te explico, Consciência.

– Ora diz-me lá então!

– Já tiveste orgulho de ser a minha consciência?

– Claro! Quando te mostrei o caminho certo e foi o que seguiste.

– És capaz de me explicar como descobriste qual era o caminho certo?

– Não brinques comigo! Eu sou a tua consciência, eu é que sei o que é certo e errado.

– Não ponho isso em causa. Acompanha apenas o meu raciocínio.

– Sou ‘toda ouvidos’.

– Nós para sabermos o que está certo temos que ver, ou experienciar, o errado, de acordo?

– Pode dizer-se que sim!

– Então o meu primeiro parágrafo está explicado! Há coisas que eu não gosto, porém amo que elas existam. Amo viver, amo boas sensações e amo pessoas especiais, mas só distingo tudo isso, o que me faz verdadeiramente feliz, por existir tudo o que repudio. Assim, também amo o que desprezo! Ajuda-me a ser mais feliz! Amo viver a vida na sua forma mais pura… com tudo o que isso implica!

(…)

Esta conversa prolongou-se por horas, eu e a minha consciência falamos muito. Agora que ela já não nos ‘ouve’ até vos posso dizer que tenho muito orgulho nela. Não sou só eu que sou filho dos meus pais, mesmo sendo filho único, ela também é. Era eu pequenino, pequenino, quando eles a começaram a criar em conjunto comigo. O quanto lhes agradeço por isso!

Bem, já vos roubei 2 parágrafos e 1 diálogo de vida com as minhas loucuras, está na hora de dizer o que quero. Irá haver sempre pessoas que vocês não gostam, sentimentos que querem evitar, tarefas que vão ter vontade de fugir, atitudes dignas de pena de prisão e actos vergonhosos, mas nunca façam de conta que tudo isso não existe. Não façam, porque em tudo isso estará o rastilho da vossa felicidade. O mau realça o bom. Aí descobriremos as pessoas especiais, os momentos transcendentes e os actos que nos orgulham. Eu vivo rodeado de pessoas especiais, com as quais vivo momentos incríveis e que me levam a gestos que tanto me enobrecem.

Conseguem imaginar a quantidade de ‘sapos que já engoli’ e erros que cometi para chegar até aqui?

Ficava mesmo giro acabar o texto com esta pergunta, mas não consigo. Tenho mais uma coisa a dizer. Amar, mas amar assim de tremer as pernas, de perder o ‘norte’, de sorrir feito parvo… é outra história que aqui não está referida!

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4 thoughts on “Amar aos olhos de um louco!

  1. gostei bastante! é uma verdade, se não experienciássemos coisas negativas nunca iríamos valorizar tanto as positivas!!
    boas conversas com a tua consciência! =P

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