O valor do dinheiro

Nem uma notazita de 100 ou 500€, mas isso só seria exequível no início do mês e com o ordenado pago em dinheiro-vivo, cash. Desculpem, fica o intento, sem o glamour!

Afinal, qual é o valor do dinheiro? Qual o custo dele? Prontamente, é visível o alto preço que pagamos pelo, supracitado, dinheiro: trabalho de horas sobre horas para conquistá-lo; privações, quase desumanas, para poupá-lo; lutas, diárias, para faze-lo render; dias perdidos a sonhar com ele; mas isso não define o seu valor, define o seu preço. Então o que é isto do valor? O valor é a associação que lhe fazemos. Para mim, 60 cêntimos vale a companhia da namorada, amigos, ou ambos, a tomar café; 25€ vale a viagem à praia da Barra e uma aula de Surf; 200€ vale liberdade, um carro a circular mensalmente; 50 € valem dois jantares por mês com os amigos; Para mim isto é o valor do dinheiro. Como facilmente percebem o meu ordenado vale muito, dura é pouco!

Quando os nossos pais, avós, nos dizem que no tempo deles o dinheiro era muito mais bem utilizado é apenas a comprovação do que aqui vos digo. Dois valores alteraram-se. Os valores económicos, com 30 escudos compravam uma televisão e iam jantar fora. O valor, o sentimento, que atribuímos às coisas, modificou-se muito. Hoje vivemos numa aldeia global: as novidades, inovações, não chegam a nós trinta anos depois, chegam no momento; a nossa ânsia de viver é superior, a escolha multiplicou-se por mil; Não é passível de comparação, outros tempos com os de hoje, a Internet é demasiado recente para isso.

Com isto, concluo que o preço (económico-financeiro) do dinheiro é alto, elevado, mas sofremos verdadeiramente é com o valor dele. Com o valor que conferimos às coisas que eles nos traz e hoje nos privamos.

Quem diz que o dinheiro não traz felicidade, ou é rico ou medíocre. O dinheiro é um dos principais veículos para a felicidade, a má gestão dele, dos sentimentos, do valor das coisas, é que estraga a hipótese de ele ser a alavanca da felicidade.

Quem me faz feliz são os meus pais, a minha família, a minha namorada, os meus amigos, mas, vos garanto, que se o dinheiro faltasse eu não teria jantares com a minha namorada, não teria cafés e copos com os meus amigos e a felicidade não emanaria no ar de minha casa. Eu continuaria a amá-los, a todos os referidos, incondicionalmente, mas haveriam demasiados problemas no ar a criar conflito com o amor que nos une.

O dinheiro não é felicidade, é apenas um motor para ela.

P.S – Texto de um liso!!

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8 pensamentos em “O valor do dinheiro

  1. Estes teus três últimos parágrafos estão muito bons. É de facto, uma das mais bem argumentadas contradições ao lema ‘Dinheiro não traz felicidade’ que já li.
    É realmente uma verdade! Dinheiro não compra amor, amizade nem felicidade, é um facto. Mas sem dinheiro, não chega a haver tempo para nos preocuparmos com isso. É mais urgente arranjar dinheiro para pagar contas e afins… do que propriamente pensar no amor e na amizade.

    Abraço!

    • É precisamente isso! Gosto de um bom declame filosófico, simplesmente alguns aborrecem-me pela falta de ajuste à realidade. Claro que dinheiro não é felicidade, mas também é claro que a falta dele é sofrimento! Dificilmente me convencerão do contrário, infelizmente ou felizmente é que não consigo precisar!

      Grande abraço

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